quinta-feira, 24 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Já telinta!!

É verdade, os primeiros dentinhos da minha pequenota já estão a começar a dar uns ares de sua graça. Ao comer a sopa, a colher já telinta ao bater nos dentinhos que estão agora a romper!

Hoje vamos ao sr. doutor.... vamos ver o que ele diz da pequenota!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Constipada

E parece que com 6 meses tudo começa a acontecer à minha pequenina... Agora ficou constipada! Custa tanto vê-lá assim, aflitinha. Não consegue respirar muito bem porque tem o narizinho muito congestionado. Costumo limpá-lo com soro fisiológico e depois aspiro com o aspirador nasal, mas nem assim adianta. Ontem não conseguiu dormir quase nada e estou a ver que hoje vamos pelo mesmo caminho... Até anda bem disposta, mas como não consegue descansar quase nada, quando chega a hora do soninho chora que se farta... Vamos lá ver como corre a noite...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O parto

Meio ano passou, no entanto parece que foi ontem que te tive pela primeira vez nos meus braços. Foi um dia de emoções ao rubro, mas nunca imaginei que fosse estar tão calma como estive, apesar de tudo, tendo em conta que no dia anterior chorei praticamente todo o dia, porque não queria um parto induzido...

Como combinado às 9 horas da manhã estava no hospital para fazer a indução do parto, com o marido, a mala da maternidade e o kit de criopreservação. Fui chamada por volta das 10 horas e atendida pela médica de serviço e por uma médica estagiária que verificou como estava a minha dilatação. "Está com a dilatação quase feita..." "Tem a certeza? Ainda na passada quinta feira cá estive e ainda só tinha dois dedos, e ando assim há mais de um mês". Tendo em conta as minhas dúvidas a estagiária resolveu solicitar a confirmação da médica de serviço que depois de verificar que só tinha dois cm de dilatação perguntou-me se não me importava que a estagiária o voltasse a fazer. Não me recusei... mais uma vez lá veio a estagiária tentar ver a minha dilatação. A minha vontade de rir nesta altura era imensa, porque estava a sentir que ela não conseguia chegar ao mesmo sítio e só a via a ficar cada vez mais vermelha e a confirmar: "ah pois... pois, são dois dedos...". Entretanto a médica de serviço colocou-me as fitas para amolecer o colo do útero e fez-me um toque. Só posso dizer que foi de uma brutalidade imensa, naquele momento senti-me como gado a ser marcado a ferro. Só não a insultei porque quase me faltou o ar!!
11 horas - após preencher e assinar a autorização para os procedimentos médicos sou internada na enfermaria. A médica mentaliza-me para o facto de poder ter de ficar internada mais um ou dois dias até as fitas começarem a produzir o efeito necessário. O meu marido acompanha-me. Na enfermaria, as enfermeiras colocam-me as cintas e monitorizam as contrações e os batimentos cardíacos da pimpolha. As dores começam-se a fazer notar, mas de momento ainda eram suportáveis. Entretanto vou-me concentrando naquele som maravilhoso, o bater do coração da pimpolha. De repente o meu coração começou a ficar apertado e quase entrava em pânico quando os batimentos cardíacos da Beatriz passaram de 160 para 140...100...80...60...30! Só consegui gritar ao meu marido para chamar a enfermeira que chegou imediatamente a seguir pois tinha ouvido o alarme do CTG.
Nem imaginam o estado de nervos em que ficamos... felizmente a Bia começou a recuperar logo em seguida. A enfermeira tranquilizou-nos e disse que era normal isso por vezes acontecer, mas que teria de ficar a ser monitorizada durante duas horas para ver se o episódio se repetia. Caso acontecesse teriam de me retirar a fitas. Começou então uma fase dolorosa a nível físico e psicológico, deitada na mesma posição durante tanto tempo, com as dores a ficarem cada vez mais intensas, com contrações de 5 em cinco minutos e o receio, com o batimento cardíaco da Bia a enfraquecer sempre um pouco a cada contração... Só respirei de alívio quando me retiraram as cintas após duas horas sem que novo episódio tivesse ocorrido. 
13 horas - depois de alguns toques bastante dolorosos (tinha o colo do útero muito subido e as enfermeiras queixavam-se de que não conseguiam chegar lá!) e bastantes dores dão-me autorização para almoçar (ainda hoje não compreendo como foi possível e o que aconteceria se tivesse de ir para cesariana). Não tinha fome... só sede. Entretanto o meu marido foi almoçar. Comecei a caminhar pelo corredor mas não aguentava de dores. Deram-me então uma injeção que não fez efeito rigorosamente nenhum. Foram buscar uma bola de pilates para realizar alguns movimentos mas nem assim... O meu marido regressou e fomos caminhar para o corredor. Nesta altura tinha contrações de minuto a minuto. Volto para falar com as enfermeiras e depois de novo toque (ai as dores...) resolvem mandar-me para o bloco de partos.
Fomos para uma das salas do bloco onde conheci a enfermeira parteira mais querida e humana que poderia encontrar para me acompanhar no resto deste processo. A partir deste momento, não sei precisar muito bem o tempo/horas em que as coisas foram ocorrendo. Vieram fazer-me mais um toque (nesta altura já estava tão dorida que nem vos conto!). Conheci depois a anestesista, que também achei uma ótima profissional. Deveriam ser mais ou menos 4 horas quando me veio colocar o cateter para a epidural. Não custou nada e não senti rigorosamente nada de especial. A partir do momento em que levei a epidural não imaginam o alívio que senti... fiquei logo mais bem disposta. O pior foi que descobri que tenho um desvio na coluna e, por essa razão, a epidural só fazia efeito num dos lados da coluna. Tive de levar uma dose de reforço e deitar-me de lado para que assim toda a zona ficasse anestesiada. Colocaram-me novamente as cintas, neste período o batimento cardíaco da Bia ressentia-se bastante a cada contração mais forte, apesar de neste momento já não as sentir tanto. 
Entretanto fizeram-me novo toque (já nem digo nada!!) e provocaram-me o rebentamento da bolsa de água. Não foi um dilúvio, muito pelo contrário, o líquido amniótico ia saindo aos poucos. 
Comecei o trabalho de parto propriamente dito, com a ajuda da enfermeira, realmente uma querida, que só se preocupava com o meu bem estar e me dizia o que tinha de fazer para que tudo corresse bem. Eram mais ou menos 20 horas, a cabeça da Bia já se via, tinha levado uma segunda dose de epidural, no entanto não levei o reforço para a zona esquerda da coluna. Chega a equipa médica (tive a sorte de conhecer a pior equipa médica do Hospital P.H., confirmado por uma enfermeira nossa amiga), que depois de me mandarem fazer força a primeira coisa que me dizem é "se não colaborar vamos já buscar as ventosas". Nem vos consigo descrever o que senti naquele momento, devido ao turbilhão de pensamentos, dores, emoções que estava a vivenciar. Só ouvia a enfermeira dizer que eu estava a colaborar e a afirmar que eu conseguia, enquanto os médicos continuavam a teimar que iam buscar as ventosas. 
A Bia estava numa posição transversa, ou seja, ainda não tinha dado a volta completa. Para a forçarem a dar, médicos e enfermeiros colocaram-se em cima de mim e empurraram-na com o cotovelo. Este sim, foi o pior momento, em termos de dor física pelo qual passei até hoje. Não consegui evitar um grito de dor, que considero grutesco, saído das profundezas do meu ser, tamanha a dor que senti. Senti aquele cotovelo trespassar a minha barriga e alcançar as minhas costelas... a cada nova investida novo grito... os médicos mandaram-me calar, um dos quais até me chegou mesmo a tapar a boca...afastaram o meu marido da minha beira num empurrão e disseram-lhe que ele só estava ali a atrapalhar (só me estava a confortar e a dar a mão!!). As dores das contrações eram o menos, o pior era uma dor lancinante que me dava nas costas após cada puxo e a cada investida que me fazia perder o ar, de tal forma que me pareciam faltar todas as forças para continuar... Fizeram-me a episiotomia, ao mesmo tempo que a enfermeira pronuncia que não havia necessidade de se ter feito tamanho corte... 
Ainda agora as lágrimas me caem de raiva, de nervos, de fúria... perante uma equipa que não se importou minimamente em me fazer compreender o que eu tinha de fazer naquele momento a não ser fazer chantagem com as ventosas... era a primeira vez que estava a ter um filho!! 
No meio de dor, dor e mais dor... a Bia nasce, são 21h 25 m. Levam-na imediatamente e fazem-lhe todos os exames possíveis, enquanto fazem a recolha de sangue e do cordão umbilical. A placenta entretanto é puxada e sai. Colocam a minha pequena debaixo da minha camisa, junto ao meu peito. Naquele momento tudo se esquece... as dores desaparecem, o que aconteceu é envolto em névoa (posso ficar sentada frente a frente com quem me fez o parto que não consigo reconhecer ninguém!). Um calor imenso invade  todo o meu corpo ao sentir aquele pequeno ser mexer-se bem juntinho a mim. O meu coração transborda  de felicidade, de amor, de realização plena! Enquanto estou a ser cosida (tarefa que durou mais de uma hora, com a enfermeira a dar pontos e a tornar a descosê-los porque não ficaram muito bem dados!! -olhem a minha sorte!!!), peço ao meu marido para tirar uma foto à minha pequena porque ainda não tinha visto a carinha dela! Sentia-a ali bem juntinho a mim, a subir pelo meu pescoço, sem no entanto a conhecer ainda... Elas nasceu às 21:25 e só às 22:41 é que consegui ver a carinha dela sem ser em foto!!! 

Foi um dia extenuante, e, apesar de tudo, uma calma que não reconheci, invadiu-me em todos os momentos, não tendo vertido uma única lágrima (coisa que só aconteceu no dia em que cheguei a casa e aí sim,  chorei tudo o que devia ter chorado naquele dia, de raiva, de fúria, de felicidade)!

Foi, contudo, o dia mais feliz da minha vida, o dia em que te conheci!!



Recolha medula óssea

27 NOVEMBRO
RECOLHA DE MEDULA ÓSSEA
HPP - CLINICA FÓRUM ALGARVE - FARO


Esta mensagem foi divulgada pela Pantufinha rebelde, cujo filho de uma amiga está a necessitar de um transplante. Agradece-se a quem for da área e puder ajudar!

6 meses

A nossa pimpolha completou 6 mesinhos fora da barriga da mamã. 
O nosso amor continua a crescer contigo e já nem conseguimos imaginar a nossa vida sem ti! Por ti somos capazes de qualquer coisa e tudo o que fazemos é a pensar no teu bem estar, na tua felicidade, na tua evolução. O teu sorriso ilumina as nossas vidas e aquece os nossos corações... És o nosso mundo!
Aos 6 meses:
* consegues virar-te para ambos os lados e por vezes já consegues voltar-te novamente;
* a tua posição preferida é de barriga para baixo, até no colo te tentas virar;
* já tentas gatinhar mas ainda não consegues sair do sítio - pareces um peixinho a nadar - só consegues andar em círculos;
* dás turrinhas;
* seguras simultaneamente um brinquedo em cada mão;
*gostas muito de beijinhos e tens muitas coceguinhas;
* estás constantemente a dar às pernas - não paras um minuto - és muito mexida e irrequieta;
* consegues ficar sentada algum tempo, mas com apoio, mesmo assim a primeira coisa que fazes é tentar ficar deitada de barriga para baixo;
* já não te babas tanto;
* adoras as brincadeiras da mamã e do papá - andar de avião; caçadinhas; cu-cu - ris muito e dás gritinhos de alegria;
* chamas a atenção quando queres continuar a brincadeira e choras quando estás aborrecida;
* segues tudo com muita atenção e és muito curiosa;
* és simpática para quase toda a gente, mas por vezes choras na presença de pessoas estranhas;
* gostas de pera, banana assim assim e maçã nem vê-la - mesmo misturada com outra fruta, não há meio de te conseguirmos fazer comer;
* dá uma satisfação enorme ver-te comer a sopinha e a papa, comes tudo tão bem;
* puxas os cabelos e arranhas toda a gente, com tanta força que por vezes até nos vêm as lágrimas aos olhos;
* os teus olhos continuam cinzentos;
* és uma menina linda e sempre muito sorridente!!
* não paras de crescer e as minhas costas já se ressentem: pesas aproximadamente 7,800 Kg e medes 74 cm - por essa razão as tuas roupinhas deixam rapidamente de te servir e já vestes roupas dos 9 aos 12 meses (espero sinceramente que daqui a uns meses o teu crescimento não seja tão acentuado)!

E nós somos uns pais completamente babados e apaixonados por ti, nosso pequeno grande amor!! 
(foto tirada no dia 3 de Nov. 2011)

sábado, 12 de novembro de 2011

No dia 11/11/11...

...comemoramos 5 anos de casados. Já passaram 5 anos desde o dia, até então, mais feliz da minha vida (podem ver algumas fotos desse dia aqui)!
A partir dessa data passamos por muitos bons momentos, encontramos alguns obstáculos e muitas adversidades que, por vezes, levaram ao desânimo, discussões, incompreensão..., mas felizmente, conseguimos superar tudo isso e permitiram unir-nos ainda mais como casal, tornando o nosso amor mais forte e capaz de superar tudo e todos!

O dia de ontem não podia ter sido melhor! Até parecia o meu aniversário (hehehe)!! O marido resolveu preparar-me um dia para não esquecer e não contou nada do que andava a tramar. Assim sendo tive direito: a um tratamento pré/pós natal no Hotel Sheraton (como foi o marido a tratar disso, o pessoal do spa assumiu que eu estava grávida, lol); um almoço com menu romântico no restaurante Pedra Longa (a mesa estava enfeitada com pétalas de rosa, velas e duas pombas brancas, um pouco meloso de mais, mas pronto! lol), no qual tive direito a um ramo com 11 rosas vermelhas e a um novo anel de "noivado", que me deixou de lágrimas nos olhos; e ainda a um jantar surpresa com a família em casa da sogra... Digam lá se não parecia mais o meu aniversário do que a comemoração do 5.º aniversário de casamento!?
E o mais importante de tudo, foi ter-te a ti, minha princesinha linda, a poderes partilhar este dia connosco!
Adorei cada minuto do meu/nosso dia!!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

6 meses e queda

A minha pequena fez 6 mesinhos!! (Como é possível o tempo passar tão depressa?? Não me consigo mentalizar que ela está a crescer tão rápido!!!) Por isso, os papás resolveram convidar os familiares mais chegados para lhe prepararem uma festinha. Longe de nós imaginarmos que o dia de hoje iria ficar marcado não pelo mesário, mas pela primeira queda dada pela nossa pequenina! Pois é!! Nem imaginam o susto que apanhámos. Enquanto eu estava na cozinha a preparar o jantar, o pai estava com ela na sala no carrinho e num minuto de distração ouvimos um baque seco e um choro intenso. O meu coração disparou e fui a correr à sala. A Bia tinha caído de cabeça/testa do carrinho!! O pai já estava com ela no colo e ela continuava a chorar muito. Peguei nela para a tentar acalmar e passei-lhe um pouco de água fria na cabeça. Mas como ela começou a ficar muito branca e sonolenta corremos para as urgências do hospital. Quando lá chegámos dei entrada na urgência enquanto o pai foi tentar estacionar o carro. Mal conseguia responder ao que me perguntavam tal era a vontade de chorar e a pilha de nervos em que me encontrava. Fui chamada para triagem e enquanto esperei pela consulta a Bia foi ficando melhor e até já se ria para os outros meninos. A consulta durou dois minutos! Só me perguntaram o que tinha acontecido, se ela tinha vomitado ou desmaiado e se tinha chorado imediatamente após a queda. Ao que apenas respondi afirmativamente a esta última questão. Disseram que estava tudo bem e que podia vir embora. É claro que não saí de lá sem ouvir um belo de um raspanete por não ter colocado o cinto à Bia enquanto estava no carrinho. 
Realmente com as crianças é uma questão de segundos e não se pode facilitar, mesmo!! Aprendemos a lição da pior maneira mas felizmente foi só um susto!
Entretanto apareceu o pai todo molhado, pensando que eu ainda não tinha sido atendida!  
Quando os nossos familiares chegaram ainda não estava nada pronto, mas com a boa vontade de todos tudo se fez e sempre se comemoraram os 6 mesinhos da minha princesa linda que esteve muito bem disposta o resto do dia.
Fica registada a primeira queda no dia dos 6 meses!!