Para que fique registado:
Out. 09 - Fomos à consulta de aconselhamento genético. Depois de uma disputa entre médica e estagiária, saí de lá lavada em lágrimas com mais dúvidas e incertezas do que aquelas com que entrei. Uma consulta para esquecer!
Falaram sobre as consequências que o nosso problema acarreta (malformações, deficiências profundas, abortos espontâneos, ...) e disseram-nos para continuar a tentar ou, se preferíssemos o tratamento, para o iniciar imediatamente porque estava a ficar velha!
Nov. 09 - Descubro mais uma vez que estou grávida, mas andava tão mal psicologicamente que não sabia se preferia que a gravidez corresse bem ou mal. Na primeira ecografia deu logo para notar que algo estava errado.
Dez. 09 - Mais uma vez comecei com hemorragias e acabei por abortar a uma semana do Natal. Desta vez estive em "trabalho de parto", com dores fortes e muito intensas, das 6 horas da tarde até às 5 horas da manhã! Decidimos que esta seria a nossa última tentativa de forma natural. Estamos decididos a iniciar os tratamentos.
Jan. 10 - Fomos à consulta de aconselhamento genético, marcada há meio ano atrás (é o problema dos hospitais públicos!), onde fomos muito bem recebidos e durante mais de uma hora estivemos a falar com o médico, que nos esclareceu muita coisa. O problema é que casos como o nosso não são muito frequentes e as estatísticas são baseadas em conhecimento empírico, não nos sendo dadas garantias de futuro. No entanto, tendo em conta de que na família não há casos de deficiência, o médico aconselhou-nos a continuar a tentar naturalmente. Somos um caso de desperdício fetal (que termo horroroso!). Ou seja, para conseguirmos um bebé saudável, temos de nos sujeitar à perda de vários fetos!
E agora encontramo-nos mais uma vez sem saber muito bem o que fazer...
Nova consulta a 20 de Maio de 2010.