terça-feira, 17 de maio de 2016

Dia não

Sabem aqueles dias em que chegam tarde a casa e só vos apetece dormir, mas não podem, porque trouxeram trabalho para fazer?
Sabem aqueles dias/noites em que ficam a fazer serão para terminar o trabalho e estão tão cansadas que quase não conseguem abrir os olhos? 
Sabem o que sentem quando terminam o trabalho e sabem que o que vos espera é uma cama confortável e aconchegante?
Sabem o que sentem quando mesmo no final eliminam todo o trabalho feito sem querer e sem hipótese de recuperação???
Sabem o desespero que é ter de recomeçar tudo de novo por não poderem adiar o trabalho???

Bem, posso dizer-vos que foi precisamente isso que me aconteceu estes dias e que durante meia hora seguida chorei desalmadamente enquanto recomeçava o trabalho...


domingo, 15 de maio de 2016

Maio

Maio, cá em casa, é o mês das festas.

Começa com o dia da mãe, que infelizmente este ano não deu para comemorar. Acordei, para variar, com uma enxaqueca que me atirou para a cama o resto do dia. Enquanto isso, os pequenos foram passear com o pai e almoçar com os avós! Até chorei!!

Depois fez anos a princesa da casa. Com direito a festas em todo o lado (em casa, na escola, em casa dos avós, num parque temático com os amigos)! A alegria dela é imensa e contagiante. E sabe tão bem vê-la assim feliz!!

Segue-se a avó materna, que fez anos esta semana, a 13 de maio. Festejamos o seu aniversário num jantar de família em sua casa. Mas andamos a passar uma fase tão complicada que até evito passar lá muito tempo! A nossa relação nunca foi muito pacífica, mas agora anda por demais!! 

O próximo é o pai cá de casa! Ainda vamos ver o que se vai fazer, mas não ando mesmo nada com espírito para festas! 

E hoje lá fomos a mais uma festinha de aniversário, da melhor amiga da Bia. E depois fomos almoçar a casa dos meus sogros, para comemorar o Sr. de Matosinhos. A meio da tarde, como tínhamos levado os dois carros, vim para casa com o pretexto de ter de trabalhar. Só me apetece estar sozinha!

Não ando nos meus melhores dias... 
Não mesmo!! 

domingo, 8 de maio de 2016

Frozen Fever

E porque a "febre" também anda por estes lados, o tema não podia ter sido outro! Não tive muito tempo para preparar a festinha, por isso muitos pormenores foram deixados para trás. Além do mais tinha pensado fazer a festa no jardim, para aproveitar o bom tempo que se fazia sentir, tendo contratado insufláveis e duas monitoras que viriam caracterizadas de Elsa e Anna à festa e dois dias antes, tive de anular tudo, por causa das alterações climatéricas. Mesmo assim, acho que ficou giro e os miúdos divertiram-se na mesma.   
Pormenor da entrada

 


Snowgies feitos por mim com bolas de esferovite (simples, rápidos e engraçados!)
O bolo lindo e delicioso (feito aqui)
 


A mesa das bebidas (ainda faltava tudo!)
Como é difícil encontrar algo relacionado com o frozen fever, veio mesmo este...
A rainha felicíssima com o Olaf (balão).

terça-feira, 3 de maio de 2016

5 anos

(daqui)
5 anos!
Não consigo acreditar, que já passaram 5 anos!!
Não consigo acreditar, que há 5 anos vivia um dos dias mais felizes da minha vida, apesar de todo o sofrimento passado até ao momento em que a tive nos meus braços!
Não consigo acreditar, que a minha bebé linda se tenha tornado tão rapidamente numa pequena senhorinha, uma menina linda, meiga, carinhosa, independente e muito senhora do seu narizinho...
Uma menina que adora ajudar em tudo, que gosta de fazer tudo sozinha, mas que não dispensa o colinho e o aconchego da mamã na hora de ir dormir; que adora o irmão e que trata dele como se fosse o seu filho; de sorriso tímido, de olhar curioso, de gesto ternurento, de espírito líder nato, conseguindo mobilizar todas as crianças com que se depara a fazerem o que ela pretende; uma tagarela, que quando começa a contar as suas histórias mais ninguém a para, de uma imaginação tão fértil que por vezes nem sei se deva incentivar ou fazê-la entender que o que diz já foge da realidade... Uma princesinha, que adora adormecer com carinhos e detesta ser acordada; que adora fitas, laços, saias e vestidos ao ponto de pedir roupa em vez de brinquedos para o seu aniversário; uma envergonhada, que apesar de tudo se mete com toda a gente que não lhe dá grande atenção; não gosta de despedidas, mas não sai para a escola sem me dar um beijo e um abraço de "até logo"...
Não consigo acreditar que já se passaram 5 anos, não consigo acreditar que a minha bebé se tornou nesta menina linda que me enche de amor e orgulho!!  

sábado, 2 de abril de 2016

Ainda parece mentira...

A avó do meu marido, a bisavó dos meus filhos, faleceu ontem. Estava acamada desde dezembro, com demência, mas ainda respondia na maior parte dos dias ao que lhe perguntava.
Ontem vi a sua vida passar à minha frente e das minhas mãos fugir, por entre os meus dedos... Invadiu-me a inércia de quem não sabe o que fazer, o desespero de um pedido de socorro que nunca mais chega, a aflição de quem não tem poder para alterar o destino...
Morreu-me nos braços, diante dos olhos de neto e filha, que como eu foram invadidos pela mesma inércia... Ouvia o chamado do marido na outra divisão, os meus filhos a brincarem na sala, a viatura do inem a parar à porta...
Recebi os médicos e disse-lhes que achava que a G. já tinha morrido; acompanhei-os ao quarto e após breves minutos confirmaram o inevitável... o desespero da minha sogra (filha) a dizer ao marido que eles estavam a brincar! Era dia das mentiras!! Parecia mentira mesmo... ouvir o chamado de desespero do marido da G. e ter de lhe dizer que a sua esposa (faziam 60 anos de casados este ano), tinha morrido, ter de correr para a sala e sorridente vestir os miúdos e levá-los dali para fora o mais rápido possível... e ter de me conter! Fazer de conta que nada se passou...
Já no carro, a pergunta inevitável:
- Mamã, porque estavam tantos médicos no quarto da bivó?
Explicar-lhe com a maior calma possível que a bivó estava muito velhinha e muito doente e que tinha morrido. Que da próxima vez que fosse lá a casa já não a ia ver mais...
Perguntou-me para onde tinha ido. Dei-lhe a única resposta que nos faz mais sentido nestas alturas, que tinha ido para o céu. A pergunta seguinte foi onde estava a mãe da bivó. Respondi-lhe que já tinha morrido há muito tempo e que também já estava no céu.
- Então a bivó foi para a beira dela? 
- Foi meu amor! Agora está junto da mamã dela outra vez...
- Ah! Então está bem!

Cheguei a casa, dei-lhes alguma coisa para comer (íamos começar a jantar quando tudo aconteceu), deitei-os e desabei...