terça-feira, 1 de abril de 2014

Relato do parto - 18 meses depois!!

O meu menino completa hoje 18 meses de vida!! 18 meses de uma alegria imensa, que nasceu no dia em que descobri que estava grávida e que começou a crescer imensamente a partir desse mesmo dia! 
O dia em que te conheci foi um dos dias mais felizes da minha vida!! Olhar-te pela primeira vez e receber em troca um olhar pequenino, meigo e tão doce... Aquece-nos o coração e a alma!!

Reparei que nunca contei aqui como foi o parto do Rafael, e como nunca é tarde demais (lembro-me ainda como se fosse hoje), deixo-vos o relato desse dia (para mais tarde recordar!):

Dias antes
A desmotivação, a ansiedade e o cansaço faziam parte da minha rotina diária: as constantes doenças da Bia; o saber que a minha médica tinha ido de férias e, mais uma vez, não me poderia acompanhar; o saber que teria de deixar a Bia durante os 3 dias de internamento, estando ela tão ligada a mim; e principalmente ter de fazer uma nova indução (a lembrança do que tinha sucedido no parto da Bia aterrorizava-me)!!

O dia D
O dia começou cedo, sendo que às 9h já estava a dar entrada, com o meu marido, nas urgências do Hospital P.H.. Depois de algum tempo à espera, fui chamada para fazer a colheita de urina e o CTG. Estive lá perto de uma hora. Entretanto tornei à sala de espera e fui ter com o meu marido, iria ser novamente chamada para falar com a médica de serviço. Pouco tempo depois, chamaram-me. Fiz uma ecografia. Estava com dois cm de dilatação, colo mole e o rapaz estava bem posicionado, tudo para que o parto corresse bem. Depois tivemos uma longa conversa onde me questionou sobre alguns assuntos referentes ao parto anterior e ao meu histórico clínico. Questionou-me também sobre os meus medos e receios e tranquilizou-me dizendo que desta vez ia ser diferente! Disse-me que me ia encaminhar diretamente para a sala de parto, mas para antes aplicar um clister. Entretanto, o meu marido foi ao carro buscar as malas e o kit de criopreservação.
Cheguei à sala de parto por volta das 11 horas. Aconselham-me a tirar duas camisas de noite, para poder trocar depois do bebé nascer, por essa razão decido vestir a mais antiga (a do ano anterior - má opção!). Colocam-me o CTG e o soro com a ocitocina e começa a espera ao longo de várias horas. Íamos passando o tempo a tirar fotos, a contar as contrações, que até ao momento não me incomodavam muito, e com o meu marido a prevenir-me das contrações mais fortes (ficou fascinado com o ecógrafo!). Entretanto a enfermeira que me assistiu no parto da Bia e a médica de serviço, iam falando comigo e vendo sempre se necessitava de alguma coisa. Posso dizer que estava calma, animada e mesmo muito ansiosa para conhecer o piolho!! 
Por volta das 16 horas veio a anestesista para me introduzir o cateter. Sempre que me tentava espetar a agulha eu sentia uma fisgada (tipo choque elétrico) que me percorria parte das costas. Por isso informei-a desse facto. E não é que ela começa a dizer que isso não pode ser e que eu estou é nervosa e não estou a sentir nada?! Para me acalmar e me tentar manter quieta!! Com as contrações, os choques elétricos e a começar a hiperventilar não ia ser muito fácil não!! A enfermeira ainda questionou o facto de me poder estar a espetar um tendão, mas ela retorquiu imediatamente, dizendo que eu não estava a sentir nada! 
Bem, se houve momento em que fiquei nervosa foi este! Durante toda a minha "estadia no hotel" não conheci ninguém tão arrogante e frio como esta anestesista! 
Depois de ter levado a epidural, fiquei com um pé dormente... Quando lhe disse isso, ficou muito mais prestável e disse para lhe comunicar mal essa sensação começasse a desaparecer, o que aconteceu passado pouco tempo, mas "esqueci-me" de a avisar, o que fez com que de tanto em tanto tempo viesse perguntar se estava tudo bem! Até o seu tom de voz se alterou, ficando muito mais doce... (estou a pensar num nome feio, mas é melhor não escrever!) 
Mais umas horitas de espera... que não custaram muito a passar porque nunca tive realmente dores fortes. Continuava bem disposta e animada (posso dizer que a enfermeira que me acompanhou era maravilhosa, do mais querido possível!). A partir daqui não sei precisar muito bem as horas, porque as coisas se começaram a desenvolver mais rápido, quer dizer, não é que fosse mais rápido, mas para mim o tempo voou!! 
Seriam umas 18 horas quando a médica me veio fazer o toque e rebentar as águas. Durante vários momentos sentia a água a escorrer, mas não era contínuo, nem muita de cada vez. As dores começavam a aumentar um pouco o que fez com que passado algum tempo pedisse o reforço da epidural. A enfermeira continuava na conversa comigo enquanto preparava as roupinhas do meu pequenote. Depois informou-me que se ia embora, pois estava a acabar o seu turno. Nesse momento fiquei triste (não sabia o que me esperava), já tinha sido ela a acompanhar-me durante o parto da Bia, assim como a do meu piolho sem nunca chegar a ver nenhum dos dois! Uma querida mesmo!!
Entretanto e uma vez que era a única grávida nos blocos de parto (todas as que tinham chegado, já tinham ido embora!), toda a equipa médica e de enfermagem veio para o meu quarto. Só mulheres!! A Partir daí foi uma animação pegada. O objectivo era ver se conseguiam fazer com que o Rafael nascesse primeiro que a irmã! 
Quiseram saber o porquê de ter sido "referenciada" para aquela equipa em particular e contei-lhes do sucedido no parto da Bia. O interesse foi tanto que se deram ao trabalho de ir ver quem era o médico de serviço nessa altura, uma vez que eu já não me lembrava do nome. Depois foi uma risota! Questionaram-me também porque razão tinha sido marcada a indução para as 38 semanas e disse-lhes que nos vários exames efetuados, os percentis indicavam já um bebé de 40 semanas.
Entretanto disseram-me para começar a puxar (seriam 21 horas?) sempre que tivesse uma contração, sempre sozinha, apenas com o incentivo da equipa, lá ia fazendo força. Fiquei a saber que tinha muitas contrações mas de curta duração, o que fez com que tivesse de puxar mais vezes que o normal. Passado algum tempo disseram-me que já se via a cabeça, para continuar porque já eram quase 21:20 (a Bia nasceu às 21:25), risota! Ensinaram o meu marido a ajudar a empurrar o rabo do piolho, que se sentia na minha barriga e, depois de uma pequena episiotomia, o meu pequenote nasceu... Eram 21:40!
Vinha tão enroladinho que a enfermeira disse: Ó mãe, afinal o bebé não é assim tão grande! 
Depois desenrolou-o e só se ouviu: Ei lá, que o rapaz é comprido... e gordinho!!! Ninguém diria! Mais uma vez risada geral!
Mal o tiraram colocaram-no em cima de mim, mas ele não chorava, por breves segundo fiquei gelada a pensar no pior, até que ouvi a médica dizer: então papá, não quer vir cortar o cordão? Ainda a tremer de emoção, o meu marido lá deu a tesourada! E depois.... Buuaaaáááá... Que vozeirão tinha o meu piolho!

E assim, às 21:40, com 3,850 kg, do dia 1 de Outubro, nasce o meu 2.º tesourinho!!! 


Foi sem dúvida o dia mais feliz da minha vida, pelo nascimento do meu filho, pela calma, serenidade, humor e magia que acompanharam o momento e pela equipa espetacular que tive o prazer de conhecer!! 

sábado, 29 de março de 2014

O nosso "ai nos acuda"!

Este rapaz põe-me mesmo os cabelos em pé!! É rapaz e está tudo dito!
Ultimamente ando de coração nas mãos com ele. Está constantemente a tropeçar, a escorregar ou a cair... já tem pregado sustos valentes e sofrido algumas quedas que só não foram mais graves pela mão de Deus!
Só nesta última semana: 
* enquanto brincava com o avô no terraço (em casa deles), a correr de um lado para o outro, só parou quando foi de cabeça contra a parede;
* caiu de cabeça do parque onde o tinha deixado a brincar, enquanto fazia o almoço. A irmã resolveu fazer-lhe companhia e colocou uma cadeirinha (das do ikea) dentro do parque, que já tinha usado para entrar. Sua excelência colocou-se em cima da cadeira (olha quem!) e toca de sair de cabeça;   
* desceu as escadas para o terraço desamparado (atrás da minha mãe, que não contava que ele fosse atrás dela), caindo de cabeça nos últimos degraus (a sorte é que são só 4); 
* em casa dos meus pais, saiu a correr da sala, escorregou no tapete do hall e foi contra o batente da porta da cozinha;
* ainda hoje estava a "conversar" com a irmã na sala, de repente vira-se e bate mesmo na esquina do batente da porta.
É que agora este menino não sabe andar! Ele corre, literalmente, por todo o lado! É um destemido que não para quieto um minuto: ele salta, ele trepa, ele atira-se... é um ai nos acuda!
A sorte é que o rapaz tem a cabeça dura e basta o arnidol gel (stick) para que a coisa se resolva! Pelo menos assim não ficam galos nem nódoas negras para contar história!!
  
Mas digam lá se esta carinha de anjo não é um diabrete em miniatura!!!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Parabéns Mónica!

Olá Mónica! O teu blog tem um problema qualquer e eu não consigo postar qualquer comentário, por isso vou fazê-lo por aqui.
Estou verdadeiramente feliz por ti e por toda a família! A notícia de que vem aí mais uma menina é maravilhosa, para quem durante tanto tempo lutou contra o facto de não conseguir engravidar! Daqui a pouco tempo serão duas princesas lindas a correr por toda a casa e a colocarem os cabelos de todos em pé!
Que a tua gravidez continue sempre calma, serena e plena de felicidade!
Beijo sentido e mais uma vez MUITOS PARABÉNS!!!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Nascimento

O afilhado mais lindo deste mundo nasceu no passado dia 1!! E é o meu!!! 
Nasceu com 4 quilinhos e 51 cm de comprimento. É muito sossegadinho, mas já gosta de deixar os papás acordados durante a noite!! - Isto é só para que o meu rico maninho aprenda o que é bom, desde cedo!! Pode ser que assim se deixe de teorias sobre os meus filhos!! Hahahaha... - Quando o meu afilhado ouve a minha voz ri-se sempre! : P

Uma coincidência engraçada tem sido os tempos que decorrem entre gravidezes. Os meus pais tiveram os 3 netos precisamente 17 meses depois do anterior nascer!! 
Primeiro nasceu a Bia (em Maio), 17 meses depois nasce o Rafael (em Outubro) e precisamente no dia em que fazia 17 meses de diferença (em Março) nasce o Pedro! - Será que daqui a 17 meses nasce mais algum? 

Só para dizer que sou uma tia-madrinha completamente babada!!!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mais do mesmo...

Ontem fui buscar a Bia à creche, mal entrou no carro começou logo a chorar (coisa rara). Entretanto apanhei a minha mãe pelo caminho e fui levá-la a casa. Pergunta-me se a Bia está zangada. Ao que respondo que parece estar com sono. Pouco tempo depois a Bia vomita no carro. Chego a casa da minha mãe, ligo para a creche para saber se há algum caso de algum menino doente, pelo que a resposta é negativa, dou-lhe um banho e em seguida um chá. Não quer comer mais nada. 
Deixo o pequeno na minha mãe e volto para casa. Só quer o meu colo e mal a deito na caminha adormece. Quando acorda, por volta da hora do jantar, vomita o chá que tinha bebido. O marido entretanto chega a casa e vamos às urgências do Hospital P.A. Só estavam duas crianças à nossa frente. Somos atendidos. A médica questiona o sucedido, vê-lhe a garganta, palpa-lhe a barriga e receita-lhe um xarope para os enjoos. Somos encaminhados para um quarto onde lhe ministram o xarope e ficamos durante mais 30 minutos, após os quais lhe trazem um chá e bolachas, supostamente para ver se ela consegue tolerar alguma coisa no estômago (pura perda de tempo!!!). Depois de comer a muito custo as bolachas e de ter bebido o chá, dão-lhe alta, era 1 da manhã! A caminho de casa volta a vomitar tudo... 
Novo banho, pijama e caminha, pela primeira vez sem o leitinho que tanto gosta. Durmo no quarto dela com receio de um novo episódio.
Hoje de manhã bebeu um chá e comeu meia fatia de pão tostado. Ao almoço dei-lhe o xarope, comeu uma canja e já me pediu comida (mas só lhe dei mesmo a canja). À tarde, já em casa da avó (fomos buscar o mano), bebeu meio iogurte líquido e comeu meia banana. Mais tarde meio pão e um chá (ela adora chá), ao jantar a canja e agora, na caminha, o leite. 
A palidez com que acordou esta manhã, foi sendo substituída, ao longo do dia, por umas bochechinhas rosadas que animam a alma de qualquer mãe!
Fiquei sem saber muito bem o que teve a minha piolha, mas espero sinceramente que tenha ficado por isto mesmo!